Já a projeção do dólar para o fim de 2018 avançou de R$ 3,70 para R$ 3,75. Na semana passada, a moeda fechou acima de R$ 4,12 – maior patamar em quase três anos.

Por Alexandro Martello, G1, Brasíilia

27/08/2018

Os economistas das instituições financeiras aumentaram sua estimativa para a inflação oficial do país desse ano, ao mesmo tempo em que também reduziram sua previsão de alta do Produto Interno Bruto (PIB) de 2018.

As expectativas constam no mais recente boletim de mercado, também conhecido como relatório “Focus”, divulgado nesta segunda-feira (27) pelo Banco Central. O relatório é resultado de levantamento feito na semana passada com mais de 100 instituições financeiras.

Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, os economistas do mercado financeiro elevaram sua estimativa de 4,15% para 4,17% para esse ano.

Com isso, a expectativa do mercado segue abaixo da meta de inflação, que é de 4,5% neste ano, e dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema. A meta terá sido cumprida se o IPCA, a inflação oficial do país, ficar entre 3% e 6% em 2018.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

Para 2019, os economistas das instituições financeiras subiram sua estimativa de inflação estável de 4,10% para 4,12%. A meta central do próximo ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerência do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%.

Dólar

Já a projeção do dólar para o fim de 2018 avançou de R$ 3,70 para R$ 3,75. Na semana passada, a moeda fechou acima de R$ 4,12 – maior patamar em quase três anos.

ESTIMATIVAS DO RELATÓRIO FOCUS

PREVISÃO

2018

2019

Produto Interno Bruto (PIB)

1,47%

2,50%

Inflação

4,17%

4,12%

Taxa básica de juros (Selic)

6,50%

8%

Dólar

R$ 3,75

R$ 3,70

Balança comercial (saldo)

US$ 55,7 bilhões

US$ 49,80 bilhões

Investimento estrangeiro direto

US$ 67 bilhões

US$ 74 bilhões

Fonte: Banco Central

Produto Interno Bruto

Para o resultado do PIB em 2018, os economistas dos bancos baixaram a previsão de crescimento de 1,49% para 1,47%.

Para o ano que vem, a expectativa do mercado para expansão da economia continuou em 2,50%.

O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

Os economistas dos bancos não alteraram a previsão de expansão da economia para 2019, 2020 e para 2021, que continuou em 2,5% para todos estes anos.

Outras estimativas

Taxa de juros – O mercado também manteve estável em 6,50% ao ano sua estimativa para a taxa básica de juros da economia, a Selic, ao final de 2018 – atual patamar e piso histórico. Para o fim de 2019, a expectativa do mercado financeiro para a Selic continuou em 8% ao ano. Deste modo, os analistas seguem prevendo alta dos juros no ano que vem.

Dólar – A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 avançou de R$ 3,70 para R$ 3,75 por dólar. Para o fechamento de 2019, ficou estável em R$ 3,70 por dólar.

Balança comercial – Para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2018 recuou de US$ 56,9 bilhões para US$ 55,7 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit subiu de US$ 49,55 bilhões para US$ 49,80 bilhões.

Investimento estrangeiro – A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2018, recuou de US$ 68 bilhões para US$ 67 bilhões. Para 2019, a estimativa dos analistas subiu de US$ 72 bilhões para US$ 74 bilhões.

Amaril Franklin CTV Ltda